Na mitologia grega, Penélope (filha de Ícaro e Periboea) era esposa de Ulisses.
Apesar de muito apaixonados, seu pai nunca havia concordado com o casamento da filha. Certo dia, desafiou Ulisses para fazer um grande sacrifício e ultrapassar grandes obstáculos, como prova do seu amor por Penélope.
Ulisses não teve alternativa e como forma de mostrar ao pai de Penélope o quanto amava a mulher, aceitou o desafio. O grande desafio era, assim, atravessar os mares, sem que pudesse levar nada consigo, nem sequer comida. Ulisses construiu uma nau sozinho e lançou-se ao mar.
Ícaro, intercedeu a Posídon (Deus supremo dos Mares), para que no meio do percurso, o mar se revoltasse e tornasse a tarefa de Ulisses muito mais difícil.
Assim aconteceu. Ulisses depressa imaginou que teria de enfrentar uma grande tempestade. A situação agravou-se, uma vez que Posídon enviou também um monstro do mar.
Ulisses lutou com todas as suas forças, mas o mar e o monstro engoliram-no.
Penélope, que ouvira falar do incidente, não queria acreditar e mantinha-se expectante à espera do seu amado.
Mas o tempo ia passando... e Penélope que nunca mais tivera notícias do marido, começou a acreditar que o mesmo já não voltaria.
Em total desespero, Penélope deixou de acreditar na vida, não queria saber de ninguém, nem de qualquer outro homem. Foi entristecendo, entristecendo... de tal modo que acabou por pedir ajuda a Tânatos (Deus da morte) para abandonar o mundo dos vivos.
Passado uns tempos, o impossível acontecia. Ulisses havia conseguido escapar do monstro e do mar e voltara a sua casa.
Quando soube o que havia acontecido à esposa, suplicou a Afrodite (Deusa da Beleza e do Amor) que trouxesse a sua amada de volta.
Mesmo depois de tudo o que aconteceu, a força do amor foi mais forte e venceu, pelo que Afrodite acedeu ao pedido de Ulisses.
Penélope saiu da morte e voltou aos braços de Ulisses para juntos recomeçarem uma nova vida.
Carlos Miguel
(Eng. Informática)
1 comentário:
É um texto que prima pelo bom gosto e criatividade (de acordo com a consciência crítica e estética comum), não é arrebatador, mas suave e aprazível.
Fernando
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